Musicas intemporais: Maureen Walsh - "Thinking of You"Estavamos no ano de 1990 e depois da vocalização do excelente "Say a Little Prayer" de Bomb The Bass, Maureen Walsh lança este "Thinking of You", produzido por Jazzie B dos Soul//Soul e com o Rap a cargo de Kev Won. Após a minha primeira audição deste tema, ouvido numa cassete enviada de Londres (Jules respect), tornou-se logo numa das minhas musicas favoritas...
Lemongrass… downtempo em ambientes orquestrais e ambientaisDentro do “género” downtempo existem diversas variações e tendências… Mas, dentro destas várias tendências, há um projecto que salta à vista, quer pela sua qualidade sonora, quer pelo número de trabalhos editados, falo do projecto Lemongrass…
Bio
Roland Voss, aka Lemongrass, passou diversas fases musicais antes de encontrar o seu espaço como produtor de drum'n'bass e downtempo no final da década de 90.
Nascido na Alemanha, Voss começou por ter lições de bateria, tendo tocado até ao final da década de 70 com uma variedade de colectivos de funk e (na sua maioria) de jazz. Quando os anos 80 chegaram, Voss interessa-se pelo fenómeno new wave, e a partir daqui começa a experimentar os meios electrónicos para as suas produções. Durante a segunda metade dos 80's, Voss funda diversos projectos, na sua maioria ligados à música de dança e também um projecto punk chamado Klappstuhl.
Voss lança o seu primeiro álbum “Wuwei” em 1993, trabalho este influenciado pelo breakbeat e sob o pseudónimo Succa V, tendo depois começado a trabalhar com o baterista Torsten Kötter no projecto Jungle-Moon, que edita, em 1994, um trabalho influenciado pela onda jungle.
A sua primeira aparição com o nome Lemongrass acontece em 1997 com a edição de uma cover drum’n’bass do tema “Summertime” de Gershwin, na compilação “Submerged”, editada pela label alemã Incoming!.
O seu primeiro álbum “Drumatic Universe”, lançado em 1998, oferece-nos uma mistura das suas raízes jazz com batidas baseadas nas suas ultimas influências, o jungle e o trip-hop. A boa recepção do álbum, principalmente em França e graças ao seu som melancólico e atmosférico, consegue-lhe um contrato com a editora Mole Listening Pearls.
Após uma pequena paragem para se dedicar aos projectos paralelos Orbis e Pangaea, lança o seu segundo álbum, primeiro na Mole, denominado “Lumiére Obscure”, em 1999,trabalho este que recebe bastante atenção por parte da crítica, impulsionado pelo single de apresentação “Comme Toujours”, tema este que se tornou rapidamente num sucesso nos clubes nocturnos alemães. Apesar de já apresentar uma grande evolução direccionada para atmosferas melódicas ligadas ao downtempo e ao downbeat, este trabalho reflecte ainda as influências da sua formação inicial em bateria, nomeadamente no recurso à utilização de batidas ainda um pouco rápidas para o género.
Na Primavera de 2000 assiste-se à edição do álbum “Voyage au Centre de la Terre” onde Voss desenvolve com mais consistência o seu estilo próprio de downtempo atmosférico baseado em ritmos de influência vincadamente drum’n’bass. Este trabalho representa mais um passo no crescimento e na consolidação das sonoridades características de Lemongrass.
Sem tempo para reagir às críticas positivas e à crescente atenção a que passou a estar sujeito, Voss inicia a produção do seu quarto álbum, “Windows”, lançado em Fevereiro de 2001, e que surpreende o meio musical quer pela rapidez, quer quantidade, dos trabalhos produzidos… qualidades claramente opostas às batidas lentas e melodias melancólicas que Voss produz.
Logo após a edição de “Windows”, inicia-se na Primavera de 2001, o processo de criação do álbum “Solar Incense”, lançado em 2002 e cuja criação se baseou bastante na voz e na participação de Skadi, uma vocalista de Hamburgo, que trouxe uma nova dimensão às produções de Voss. Infelizmente, este álbum apenas teve edição no Japão.
Em Março de 2003, sai o álbum “Skydiver”, outra excelente produção com influências atmosféricas baseadas no universo downbeat, trip-hop e drum’n’bass, já característico. Este é um dos meus trabalhos favoritos desde projecto.
O álbum “Fleur Solaire”, editado em 2004, baseia-se nos mesmos elementos dos trabalhos anteriores (trip-hop e drum’n’bass) e que são a base de partida nas produções de Voss, acrescentando uma atmosfera lounge que nos transporta em sonhos ao que seria o verdadeiro mundo da musica. Sem dúvida nenhuma o melhor álbum deste projecto e o atingir da maioridade de Voss na produção de ambientes atmosféricos de base electrónica.
No final de 2004, é lançado o álbum best of “Time Tunnel”, que resulta numa fantástica retrospectiva de toda a sua evolução como produtor de downtempo.
Ikebana: Arte tradicional Japonesa de arranjos florais e que requer dedicação, imaginação e amor pelo material de base. Tem como objectivo final a harmonia da forma, ritmo e cor.
Guiado por estes princípios Lemongrass edita, em 2005, o álbum “Ikebana” e este trabalho abre uma nova era na forma de expressão musical deste projecto tendo como base diversos elementos e estilos musicais, desde a pop e o disco da década de 70, passando pelo house e pelos breakbeats Franceses, até às baladas e aos ambientes orquestrais e ambientais, tudo isto pincelado por excelentes vocalizações de cantoras japonesas. Uma derivação da sonoridade Lemongrass e uma possível indicação de um novo rumo a tomar.
Em 2006 e 2007, e cumprindo o ritmo de produção/edição de um álbum por ano, Voss edita um novo trabalho, de nome “Spa Sessions: Lounging” e "Filmotheque". Recentemente Voss regressou com mais um album, de nome "Pour l'Amour". Espero num próximo post poder comentar estes três ultimos albuns.
Para quem gosta das sonoridades downtempo penso que este projecto representa o que de melhor se tem feito nos últimos anos…
Downtempo by the Thievery CorporationEmbora o termo se possa aplicar a quase qualquer tipo de música electrónica criada para o conforto de uma sala, em detrimento da pista de dança, foi em Viena que o género melhor se soube definir. Fundindo os mais diversos ritmos e influências em melodias que apelam ao movimento do espírito, artistas como Peter Kruder e Richard Dorfmeister, Thievery Corporation ou os franceses Air operaram uma revolução na música que há muito tempo não se via. Músicos e DJs unem forças e técnicas para criarem estados de alma que, não tendo de ser especialmente acelerados, quase sempre contribuem para inebriar os sentidos. Na minha visão, os Thievery Corporation são os expoentes máximos do género... tal como se comprova...
Gotan ProjectDentro de sensivelmente uma semana estarão em Portugal, para dois concertos nos Coliseus de Lisboa (dia 26) e do Porto (dia 27), um dos projectos mais interessantes da actualidade, os Gotan Project. Para quem não conhece esta fabulosa fusão entre a musica electrónica e o tango aqui fica alguma informação sobre eles e três videos, relativos ao seu ultimo trabalho "Lunatico"...
November 2005, just minutes before the Gotan Project were due onstage at the Gran Rex theatre in central Buenos Aires, Argentina, band guitarist and native Argentine, Eduardo Makaroff, summed it all up in one key quote: "The lyrics of many of the famous tango songwriters would always talk about going back to this city, and so we're returning to the South and to the place that's in our hearts." Seven months previous, Eduardo and fellow Gotan producers; Parisian Philippe Cohen Solal and Swiss-born Christoph H. Müller, had flown from their homes in Paris to record the new album, 'Lunatico', in Buenos Aires' prestigious Studio ION - the famed venue where tango greats like Astor Piazzolla had once laid down their aural magic to vast reel-to-reel tape machines. Sat in on the sessions with them were a host of local session musicians; a complete string section, two emcees, one trombonist and Argentine piano legend and long-time Gotan collaborator, Gustavo Beytelmann, conducting much of the musical goings on. Five years on from breaking new ground in tango and electronica with their debut, 'La Revancha Del Tango' - now having sold in excess of a million copies worldwide, and shows anywhere from Tel Aviv to Tokyo in between, the band now had the small matter of developing the longstanding love affair that the public had now embarked upon with tango to concentrate on. "We really wanted to explore both tango and folkloric music from Argentina a lot further than we had before," says Philippe. "That's why many of the tracks are really classically tango-orientated, very traditional patterns that people like (Anibal) Troilo would use." The resulting material from those sessions was and is quite possibly their most accomplished work yet. Not wanting to replicate any of what 'La Revancha...' had originally achieved musically, Philippe, Christoph and Eduardo subsequently flew back to Paris two weeks later to begin the second leg of work on 'Lunatico' – named, quite appropriately, after tango hero Carlos Gardel's champion racehorse of the 1930's. Fellow collaborators; Argentine Bandoneonist, Nini Flores, and Barcelona-based vocalist, Cristina Vilallonga, joined up with them at their Substudioz back in the French capital and thus began the completion, hidden under top secrecy, of 'Lunático'. With a decidedly stronger emphasis on the more organic roots of tango, almost to a classical level, 'Lunático' has taken one step backwards in order to move two steps forward in what not only the Gotan Project, but also many of Argentina's top tango musicians see as the progression of their beloved music's ever-evolving lifespan.
"Recording this album was a more natural process for us all," Philippe adds, "as we wanted to continue the tango experience and in ten years time hopefully we'll still feel the same." (Copyright: Swax T. McIver, 2006)
Sven Van Hees feat. Lex Empress - "The sun goes down"Alguém já pensou no que significa "lounge"? Eu associo o "lounge" ao conforto... e a tudo o que está subjacente ao conceito deste espaço de divulgação do meu universo sonoro. Este conceito teve origem num dos meus temas favoritos, trata-se de "The sun goes down", escrito/produzido por Sven Van Hees e que tem na suave voz de Lex Empress uma das suas mais valias. O video foi filmado em Bali... Vejam, ouçam, saboreiem... e digam lá se isto não é o verdadeiro "lounge"!
Lazybatusu - "September: Black"Conheci este projecto da Emunity Records muito recentemente... Constituidos pelo DJ Corrado Bay e pelo teclista Simone Giulinani (aka 4MuLA) e provenientes de East London, os Lazybatusu são exímios construtores de sonoridades nu-jazz, future-lounge e downtempo. Aqui fica um exemplo do seu trabalho... o tema "September: Black".
Nightmares On Wax - "Les Nuits"Se existe um tema que define o que é a sonoridade downtempo penso que será este. "Les nuits" é um tema do album "Car boot soul" do projecto Nightmares on Wax. Apesar de convidar à ondulação dos corpos, este tema tem como base os acordes de um quarteto de cordas, envolvendo-nos ao longo da sua audição com o seu ritmo cadente, as suas vocalizações suaves e as suas melodias baseadas num hammond. Sem dúvida um dos meus temas preferidos...
Relaxing with The Cinematic OrchestraPlayful. Complex. Reflective. Intimate. Elegant. Classic.
The spring sunrise... Welcome to the nu-jazz audio painting by The Cinematic Orchestra.
Bio
The brilliantly-named Cinematic Orchestra is led by British arranger/composer/programmer/multi-instrumentalist Jason Swinscoe, who formed his first group, Crabladder, in 1990 as an art student at Cardiff College. Crabladder's fusion of jazz and hardcore punk elements with experimental rhythms inspired Swinscoe to further explore the possibilities of sampling, and by the time of the group's demise in the mid-'90s, he was DJing at various clubs and pirate radio stations in the UK.
The music he recorded on his own at the time melded '60s and '70s jazz, orchestral soundtracks, rhythm loops and live instrumentation into genre-defying compositions, as reflected on his contribution to Ninja Tune's 1997 "Ninja Cuts 3" collection and his remixes of Ryuichi Sakamoto and Coldcut tracks.
The project's full-length debut "Motion" arrived in 1999 to great acclaim, which culminated in the Cinematic Orchestra's performance at the Directors' Guild Lifetime Achievement Award Ceremony for Stanley Kubrick later that year in London. Whether to categorize "Motion" as a jazz or electronica album is an intriguing conundrum, because it truly turns out to be a combination of both musical forms, and it is an unequivocally brilliant combination, at that.
Swinscoe gathered samples of drum grooves, basslines, and melodies from various recordings and artists that have inspired and influenced him (spaghetti-western composer Ennio Morricone and Roy Budd's spy film scores, '60s and '70s jazz and soundtrack scores from musicians such as Elvin Jones, Eric Dolphy, Andre Previn, David Rose, and John Morris).
He then presented the samples that he had collected to a group of musicians, the core of which consisted of Tom Chant (soprano sax, electric and acoustic piano), Jamie Coleman (trumpet, flugelhorn), Phil France (bass), and T. Daniel Howard (drums), to learn and then improvise. Those tracks, in turn, were sampled and rearranged by Swinscoe on computer to create the tracks that make up this first Cinematic Orchestra album.
The album bears all of the atmospheric hallmarks of ambient electronica, as well as Swinscoe's soundtrack inspirations and all the improvisational energy of jazz. Most of the songs are built with wave upon wave of repeated loops and instrumental phrases that work into a groove. Yet it feels at any moment as if the music is about to explode, like a steam whistle boiling to its screaming point. On "One to the Big Sea," for example, the same four-note bassline plays over and over with the same ride cymbal rhythm, but instead of seeming rote or mechanical, the riff just seems to continually bubble up and throb, slowly building anticipation and pressure.
Regardless of how they were made, though, the songs on "Motion" are by turns eerie, lush, edgy, expansive, gritty, intensely powerful, and gorgeous. Sometimes an album comes along that forces you to reconfigure and re-evaluate all of the assumptions you had previously made about music in order to realize how vast and endless the possibilities are; this is one of those albums.
Featuring a mix of jazz charts, DJ culture touches, and soundtrack-level layers of sound, Cinematic Orchestra's "Remixes 1998-2000" includes seven reconfigurations of electronica gems from the likes of Kenji Eno, DJ Krust, and Piero Umilani.
Atop their own core sound of bass, drums, and keyboards, the band deftly mixes in samples from the original tracks. The result is a loose-sounding mix of lengthy wide-screen pieces, which conjure up thoughts of Henry Mancini, John Barry, Jah Wobble, DJ Spooky, Herbie Hancock, and King Tubby.
With "Every Day", Cinematic Orchestra move beyond the electro-jazz fusion of their debut to make a record more natural, more paced, and, surprisingly, better than the justly hyped "Motion". J Swinscoe is more the arranger/conductor here than the producer, but of course, there's little need for samples or effects with such an accomplished band sharing the burden.
For the opener "All That You Give", Swinscoe and Co., plus harp player Rhodri Davies, spend a few minutes delicately paving the way for a deeply felt vocal by soul hero Fontella Bass. "Burn Out" is a lush, meditative track with a pleasantly ambling solo from Phil France on electric piano, a few appropriately cinematic-sounding horns, an age-old vocal sample, and occasional creaking static phasing through. Bass returns for another splendid track ("Evolution"), and the mighty Roots Manuva appears on a magisterial, spoken-word quasi-autobiography, "All Things to All Men".
Except for a pair of detours into highly programmed "broken beat" production, "Every Day" is a textured, acoustic work.
It was just a matter of time before the Cinematic Orchestra received a commission for a film score, but this 2003 release actually dates from 1999.
The genesis of "Man With a Movie Camera" lies in the selection committee of a Portuguese film festival, which asked Cinematic Orchestra to score their re-airing of Dziga Vertov's 1929 film of the same name, a silent Soviet documentary focused on a day in the life of an average worker.
Performed live by the orchestra, "Man With a Movie Camera" doesn't allow Swinscoe to indulge in his usual post-production magic, but it is a surprisingly adept score, with occasional bursts of on-the-one jazz-funk wailing to break it up. Scattered moments of brilliance abound, and at one point, someone on sax comes up with a brilliant foghorn recreation. The Cinematic material lies in '70s astral jazz, with evocative, tremulous work from soprano sax and violin.
Discography - Motion (1999) - Remixes 1998-2000 (2000) - Everyday (2002) - Man With a Movie Camera (2003)
The sounds and styles heard may not be revolutionary, but instead of simply pushing stylistic boundaries, Cinematic Orchestra display a real gift in making emotional, artistic music.
Verão. Nascer do Sol. Tempo refrescante.
Momentos suaves. Beleza sossegada.
Tardes preguiçosas. Brisa suave ao Pôr-do-sol.
Noites sensuais.
Enfim, o lado bom da vida…